Como visto na parte 1, fizemos o deploy de um serviço no Windows Azure. Mas como a maioria das aplicações depende de um banco de dados, mostrarei como poderemos colocar também nossos dados na nuvem do SQL Azure.
Observação importante: no momento da criação deste, o portal do SQL Azure estava no CTP de agosto. Agora a versão foi atualizada para o CTP de outubro, com algumas diferenças. Em seguida, me prontifico a criar um novo artigo mostrando as diferenças entre o CTP de outubro e o de agosto.
Para isto, saindo do nosso ambiente do Windows Azure, clicamos no menu SQL Azure, localizado à esquerda da página.

Figura 1 - Portal do SQL Azure
Com isto somos levados à página de projetos do SQL Azure. Clicando na action Manage no projeto, temos então a página de administração do servidor SQL, onde podemos encontrar opções de gerenciamento de strings de conexão e criação de bancos.

Figura 2 - Administração do servidor
Criado nosso banco de dados, é necessário termos o SQL Management Studio 2008 instalado localmente para que possamos executar instruções SQL no nosso banco, permitindo assim a criação das tabelas e outros objetos do banco.
Ao abrirmos o Management Studio, nos deparamos com a tela a seguir:

Figura 3 - Tela de conexão do SQL Management Studio
Como esta versão do Management Studio ainda não suporta completamente o Windows Azure, devemos cancelar a conexão por enquanto, e clicarmos em New Query, onde a mesma janela será exibida novamente. Agora sim podemos colocar os dados certos, como servidor, login, password e banco de dados ao qual queremos nos conectar:

Figura 4 - New Query
Como especificado acima, irei me conectar ao banco “master” no meu servidor na nuvem, para criar uma tabela simples, de cadastro de DVDs, por exemplo, através da query a seguir:

Figura 5 - Criação da tabela de DVDs
Reparem na keywork CLUSTERED. O Windows Azure requer que todas as tabelas do banco tenham pelo menos um índice clusterizado, o que aumenta a performance dos serviços de dados. Caso não seja incluida a keyword, o SQL Management Studio acusará um erro.
Após executar o comando, a tabela será criada e você poderá trabalhar com seus dados normalmente. Para acessá-los através de uma aplicação .Net, basta utilizar o ADO.Net com a string de conexão que o SDS lhe passa, assim como qualquer outro banco.
Caso deseje utilizar Linq to SQL ou Entity Framework, será necessário criar um “banco-espelho” (banco com a mesma estrutura do banco na nuvem) localmente e referenciá-lo. Após o período de implementação, basta substituir a string de conexão do banco local pelo banco da nuvem.
Com isto, podemos criar um serviço básico na nuvem, com a parte web e a parte de dados, o que é mais comum hoje em dia. Com a popularização da computação na nuvem, esta série de artigos poderá se tornar uma rotina em nossas vidas. Espero que seja de grande ajuda!
Saiba mais no nosso fórum sobre Windows Azure
Abraços.
Alliston Carlos